Escola em tempos de internet


A internet possibilitou uma aprendizagem social e instantânea, reforçando a ideia de mudança nos conteúdos e nas instrumentações pedagógicas

O DIA

Rio - Faz dias, um professor contou-me acerca de uma experiência que fizera com seus alunos, na faixa de 10 a 12 anos de idade. Todos deveriam digitar uma pergunta em qualquer site de busca da internet, sobre qualquer assunto; qualquer pergunta, das mais funcionais às irrelevantes. Assim, nesse cabedal de coisas, saíram diferentes tipos de indagações, tais como "Qual é o IDH do Brasil?? e "Como se frita um ovo no asfalto? ? 

O interessante é que nenhuma pergunta, por mais excêntrica que pudesse parecer, ficou sem resposta. De fato, os mais variados assuntos estão na web. São tantas as informações, que fica difícil não encontrar um caminho para a solução de uma dúvida, bem como selecionar o que é efetivamente relevante.

Essa facilidade de acesso à informação tem gerado descompasso com a aprendizagem escolar, ainda fundamentada, na grande maioria das vezes, na transmissão do conhecimento feita pelo solitário professor, que se utiliza de conteúdo previamente estabelecido pelos currículos escolares. Por que não mudar um pouco? 

A internet possibilitou uma aprendizagem social e instantânea, reforçando a ideia de mudança nos conteúdos e nas instrumentações pedagógicas. Há uma articulação entre diversos atores, em produções individuais e coletivas, fazendo múltiplas conexões com o mundo contemporâneo.

Anteriormente, eram apenas os acadêmicos que disponibilizavam o conhecimento para todos, por meio de enciclopédias, livros, revistas e jornais. Atualmente, todos compartilham com todos em distintas interconexões on-line, por meio de uma rede dinâmica e acessível. 

A escola poderia se inspirar nesse modelo colaborativo e possibilitar aos discentes a coautoria acadêmica do ensino. Trabalhos de alunos seriam utilizados como material de sala, tornando-se fontes de consultas e de novas pesquisas. Assim como ocorre na web, muitos temas geradores surgiriam das diversas demandas que emergem da convivência dos grupos sociais.

Por fim, teríamos biblioteca com assuntos distintos e importantes, servindo de estímulo para uma Educação escolar, em que alunos também ensinam e mestres também aprendem. Há instituições que já fazem assim. Foi o que meu amigo professor começou a fazer com seus educandos.

Eugênio Cunha é professor e jornalista

 
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